sexta-feira, 2 de maio de 2014

Ópera Don Carlo

Quando surgiu o convite para irmos à ópera, eu fiquei super animada. Afinal, nunca tinha ido antes. Isso por si só já é um fato curioso, pois sempre fui ligada às artes. Sempre amei cinema, teatro, dança e, por vezes, pegava a orquestra tocando no Teatro Nacional de Brasília. Mas ópera, confesso, parecia mais distante da minha realidade.

Acontece que tenho um casal de amigos que são músicos, talentosíssimos por sinal. Ela, uma cantora brasileira residente em Karlsruhe com voz de colibri. Já tive a sorte de assistir a um recital seu em Tübingen. Somos amigas do tempo do Goethe Institut, quando eu e ela, a Dani, caímos na mesma sala de aula, no mesmo prédio da residência estudantil e no mesmo andar! Seu namorado francês é o recém contratado flautista da orquestra de Aachen, cidade onde eu moro. Esse trabalho dele muito me agrada, pois dessa forma pudemos nos aproximar e nos encontrar mais frequentemente aqui.

Junto com o convite, recebemos na camaradagem um descontão na hora de comprar os ingressos. E ainda o Martin havia reservado para nós os melhores assentos do teatro! Já achava ópera um troço chique; imagina então sentar na varandinha do mezanino, bem no centro, em frente ao palco? Só faltou eu arranjar um mini binóculo e fazer a fina!

As nossas poltronas vazias, na hora do intervalo.



Pois bem. Don Carlo é um drama narrado em italiano, que conta a história de um amor impossível entre Carlo, príncipe da Espanha, e a princesa francesa Elisabete, que por um infortúnio se casou com o pai de Carlo, o rei Felipe. Escrevi os nomes aportuguesados, porque né, não sou obrigada. A história é bem interessante, com alguns toques cômicos rápidos. Era uma versão moderna, com pouquíssimo cenário, achei uma pegada mais atual.

A orquestra vazia, no intervalo


Fiquei meio atordoada com a mistura de teatro e orquestra, mas em um bom sentido. Por vezes atentava para a encenação, mas em alguns momentos ficava tomada e um pouco fascinada pela orquestra. Parecia criança na sorveteria! Qual sabor escolher? É muita coisa legal junta no mesmo lugar! Quando o Martin dava uns solos na flauta, a gente se cutucava como que dizendo olha ali como ele é fera!Uhull e pros outros da platéia eu conheço o flautista, é meu amigo! Tá, mantive a classe, mas por dentro estava super tiete naquele evento tão grandioso.


Pegamos ainda um coquetel ao final da peça. Conhecemos alguns outros integrantes da orquestra, vimos o elenco de pertinho e ainda tomamos espumante na faixa. Depois voltamos pra realidade e fomos terminar a noite num döner aqui perto. O döner é o nosso prato oficial na saída da balada.

Me diverti enormemente nesta noite. Com certeza, as óperas daqui ganharam uma nova espectadora!

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