domingo, 23 de novembro de 2014

Jornada gastronômica em Lisboa

Quando vou para um destino novo, gosto de fazer uma super pesquisa na internet. No entanto, procuro pontos turísticos superficialmente; pois eles são facilmente listados em qualquer mapa da cidade ou guia de viagem. Passo mais tempo procurando aquelas dicas quentes dos meus colegas blogueiros, além de opiniões sobre hospedagem e restaurantes. Pesquiso muito sobre comida. Eu amo ainda mais gastronomia depois que passei a estudar sobre isso. Já era fã de comida boa, agora estou querendo expandir meus conhecimentos.

Como ia sozinha, pensei em experimentar todos aqueles lugares bacaninhas que vi nos blogs, então a minha lista de restaurantes passou a ter quase o mesmo tamanho da minha lista de praças e museus. Mas mesmo assim, com tudo planejado, eu deixo a onda me levar e me permito ser atraída por lugares aconchegantes e inesperados, gosto de não seguir os planos. A lista serve mais como um ponto de apoio.

E foi assim, entre planos e caminhos surpreendentes, além de algumas portas fechadas, que listei aqui algumas experiências em Lisboa.


Feel Rio

Essa dica em peguei em um post antigo de um blog. Como estou há quase dois anos sem ir ao Brasil, sempre que posso dou uma escapadela para matar a saudade da comida brasileira. Além disso, esta lanchonete era muito tentadora, pois estava pertíssimo do meu hostel. Depois de me perder nas ladeiras do Chiado, pude saborear um pastel de queijo e suco de laranja espremido na hora - uma raridade nos lados de cá. A textura do queijo era um pouco diferente da que estamos acostumados, mas tudo estava tão bom que me empolguei e pedi também uma coxinha de frango. Coxinha d'galinha, como dizem os lusitanos. Valeu.

Facebook da lanchonete Feel Rio


The Green Room

Num domingo maravilhosamente quente, já pelas 2 da tarde, saí sem rumo da Praça do Comércio procurando algum lugar para comer. Mesmo com toda a minha fome, não topei comer os petiscos feios e caros da praça. Pagar muito para comer bolinhos frios de bacalhau? No thanks. E olha que eu provei em outra oportunidade, posso dizer: estavam gelados. Não aceitava nada menos que comida excelente no meio de tantas boas ofertas em Lisboa. Mas parecia que estava querendo demais em um domingo, quando tudo estava fechado. Já meio fraca, avistei de longe o The Green Room, com mesinhas na calçada, e pensei: chega de procurar, eu vou comer qualquer coisa que esses caras vendam. Tamanha foi a emoção ao ver um cardápio que parecia delicioso e com preços adoráveis! Muitas opções de saladas em pratos refrescantes e originais. Dentre as muitas opções veganas, pedi o Hambúrguer Vegano com salada.
Que comida! O melaço de cebolas e a guacamole de beterraba eram os grandes astros do prato. O hambúrguer era uma massa de feijão, temperos e legumes e, embora fosse delicioso, não tinha cara de hambúrguer. Mais parecido com um falafel achatado e grelhado, talvez? Mas não importa, ficou ótimo por cima do pão integral caseiro. Comi muito bem, paguei pouco e me senti muito esperta naquele momento por ter recusado os bolinhos frios da Praça do Comércio.


Comida saudável e deliciosa



Site do The Green Room



Pastéis de Belém

Fiz o de praxe. Na saída do Mosteiro dos Jerônimos, peguei a longa fila em frente à Pastéis de Belém, pastelaria que originou os famosos doces portugueses. Me senti meio lesada, pois só na minha vez de pagar vi a enorme variedade de doces da vitrine, mas já era a hora de fazer o pedido e acabei pedindo só os Pastéis de Belém mesmo. Pena. Procurei um banco na feira logo em frente ao Mosteiro e abri, já impaciente, a minha embalagem de pastéis. É aquela coisa: não dá pra não experimentar os originais, mas honestamente, os meus estavam muito gordurosos (mais que o normal, que é gorduroso de nascença), a massa estava pesada e a proporção do recheio de creme de ovos, desigual. Meio decepcionante. A experiência de ver como eles são fabricados numa espécie de museu no interior da loja conta muito, mas neste caso achei que a tradição valeu muito mais que o sabor. Adoro pastéis de Belém, por isso mesmo provei em todos os cantos da cidade e posso listar uns outros 5 lugares em que o pastel supera o original de fábrica, inclusive na casa de doces portugueses na área de embarque do aeroporto, como disse neste post. Mas o melhor de experimentar é que podemos tomar as nossas próprias conclusões. Ainda acho que vale experimentar, mas caso você não goste do doce, não desista e procure outra pastelaria, sem medo de ferir as tradições. Você pode acabar encontrando coisa melhor por lá.






Sobre as decepcionantes portas fechadas, devo alertá-los que o comércio não abre inteiramente nas segundas feiras em Lisboa. Muitos restaurantes nas principais áreas gastronômicas da cidade ficam fechados neste dia. Eu, desavisada, deixei para o último dia o restaurante A Cultura do Hambúrguer, que achei neste artigo. Dei com os burros n´água. A minha sorte foi encontrar, logo ali perto, um restaurante charmosinho chamado Flower Power.



Flower Power

Meio sem querer acabei parando lá e comi bastante bem. Trata-se de um restaurante e loja de arranjos de flores, tudo junto. Além de o local ser uma graça, a música ambiente era muito boa. Um jazz moderninho me conquistou. Pedi o Bacalhau à Bras, uma espécie de mexido com bacalhau desfiado, arroz, ovos cozidos e batatas. Tudo com muito azeite. Delicioso.


Os arranjos das mesas são lindos




Bacalhau à Bras


Site do Flower Power


Essas foram as dicas. Daqui a pouco tem mais post sobre Lisboa.

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