sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Lisboa - o que eu não sabia

Depois de já ter falado sobre a comida de Lisboa no post passado, resolvi dar umas outras dicas valiosas que eu angariei por lá.  Na verdade, comida ainda é o meu assunto favorito de Portugal, mas como eu não me aguento, listei umas outras coisas bacanas fora do roteiro normal. Não estou desmerecendo os pontos turísticos da cidade, ao contrário, fui em todos eles, mas isso todos nós encontramos facilmente em qualquer site de turismo. Mas acho que às vezes fica faltando algum detalhe nas informações dos guias que podem fazer toda a diferença na sua viagem. Eu não sabia de alguns detalhes, pois eu não vi em lugar nenhum antes de ir, então achei importante compartilhar. Aí vão as dicas:

O Hostel

Eu me hospedei no  Passport Lisbon Hostel, que fica no centro de Lisboa, no Bairro Alto. Eu gostei bastante, os preços estavam acessíveis e o local era limpo. Apesar de já ter me hospedado dezenas de vezes em hostels, não estava disposta a dividir quarto ou aguentar a farra dos hóspedes. Por isso, reservei um quarto duplo para eu dormir sozinha e talvez evitar a barulheira. O plano deu certo. Meu quarto ficava numa espécie de mini apartamento montado, no último andar do edifício. Escapei dos corredores cheios de gente. Podem me chamar de antipática. haha! Esse mini apartamento consistia em uma sala de estar bem bacaninha, uma cozinha montada, dois quartos privativos com três camas (o meu e mais um outro) e mais uma suíte. Então, o fato de eu não reservar uma suíte foi bom, paguei menos na diária (paguei 42 euros num quarto que poderia ter até 3 hóspedes) e só dividi o banheiro com mais um quarto, cujos hóspedes eu nem vi. Meu quarto ficava no sótão e tinha até ar condicionado! Também não tinha superfícies acarpetadas, tenho pavor de quartos cheios de tecidos, tapetes e carpetes por todo canto. O café da manhã era incluído no preço e bastante justo. Os funcionários eram bastante simpáticos. O Bairro Alto é super movimentado à noite, bem bacana para ser visitado, mas atrapalhou um pouco o meu sono. Também, estava pedindo demais! Para quem gosta de tranquilidade, sugiro outro bairro.


Não repara nas tralhas em cima da cama.

Comércio fechado às segundas-feiras

As segundas feiras em Lisboa são uma armadilha! A maioria dos museus, casas culturais e restaurantes estão fechados. Reserve este dia para os passeios ao ar livre. Depois de muito andar, encontrei o Museu do Azulejo de portas fechadas, no meu último dia de viagem. Grande pena. Depois, ainda trombei com o restaurante A Cultura do Hambúrguer também fechado. Isso tiraria o meu humor em condições normais, mas tive sorte e encontrei lojinhas ótimas abertas que me trouxeram a alegria de volta :)

Souvenirs descolados

Lisboa está repleta de lojinhas de souvenirs por todos os lados, assim como a maioria das capitais europeias. E eu que coleciono ímãs de geladeira, tento comprar sempre que viajo. Mas sou bem chata com souvenirs, é uma mania minha! A maioria vende os mesmos produtos pelo mesmo preço, numa onda clichê que me irrita um pouco. Então sempre tento descobrir lugares que fujam do normal. Achei dois muito bacanas: uma se chama Lisbon Shop e fica logo ao lado da Praça do Comércio, na Rua do Arsenal, 15. A outra é a Papelaria Fernandes, na Baixa Chiado, Rua da Vitória, 91. Ambas as lojas vendem trabalhos de artistas e designers locais, que fazem um twist moderno nas estampas e azulejarias. Bem lindo.

Museus de graça no primeiro domingo do mês

Ao contrário da segunda feira amaldiçoada, o primeiro domingo do mês é uma bênção em Lisboa. A maioria dos museus, igrejas e casas culturais abrem gratuitamente para o público. Esse é, sem dúvida, o melhor dia para pegar um daquele ônibus turísticos de dois andares e fazer o pacote completo de museus. Eu dei a sorte de, sem querer, planejar para este dia o meu passeio. Acorde cedo, planeje seu percurso no mapa e vá na primeira hora de abertura ao Mosteiro dos Jerônimos, para evitar a fila enorme que se forma na entrada. Vale a pena.



Vá cedo ao Castelo de São Jorge

Uma das coisas mais fabulosas de viajar sozinha é poder ir aonde se quer, quando se quer. Eu, acostumada a praticamente madrugar, começava meus passeios às 8 da manhã e pegava uma Lisboa ainda vazia. Nessas andanças resolvi subir a pé o caminho que leva ao Castelo de São Jorge. O caminho, ainda com o frescor da manhã, foi lindo de se ver. Pude fazer as minhas selfies sem vergonha, tinha pouca gente nas ruas. A selfie sempre cai no gosto de quem viaja só, até para os tímidos como eu, não tem jeito. Entrei no castelo assim que abriu, às 9 da manhã. Curti muito o lugar, tirei muitas fotos e fiquei realmente bastante tempo. Fui vendo que estava cada vez mais difícil enquadrar a paisagem sem passar uma pessoa na frente. Quando percebi, o lugar estava bastante cheio. Isso já era à umas 11:30. Eu saí quando todos estavam entrando! A fila para entrar estava dobrando o quarteirão. Fiquei chocada com a minha sorte, peguei o castelo ainda vazio, quase que só pra mim! Saí feliz e radiante do passeio e mentalizei: essa dica eu preciso contar no blog.


Deu tempo até de programar o timer da máquina



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